O vento uivava nas frestas do vidro.
A velocidade não era como nos filmes. Não tinha música dramática, não tinha câmera lenta. Tinha o meu coração batendo no meu pescoço, minhas mãos suando no apoio de braço, e a sensação de que o asfalto estava sendo engolido pelo carro.
— Quem está nos perseguindo? — gritei, a voz saindo mais fina do que eu queria.
Theo não respondeu. Os olhos grudados no retrovisor. O volante firme.
— Theo!
— Não sei.
— Como você não sabe?
— Porque tem mais de uma pessoa que