63. Um Território Inseguro
Meu estômago ronca pela terceira vez na última hora, protestando contra minha decisão de me esconder no quarto.
Suspiro e encaro o relógio na parede: uma da tarde.
Passei a manhã inteira aqui, saindo por cinco minutos para pegar um café na cozinha. Tudo para evitar encontrar Ettore depois da nossa conversa no meio da madrugada.
Afinal, o que eu diria? “Bom dia, como vai a ressaca? Lembra da trégua que propus quando você estava bêbado?”
É patético o quanto estou evitando o inevitável.
Resi