62. Sem Fugas, Sem Mentiras
Congelo. Meu cérebro tenta entender o que está acontecendo, mas nada faz sentido.
Há pouco ele mal conseguia manter os olhos abertos, e agora… fala com clareza, como se nunca tivesse encostado num copo de whisky.
— Você… não estava dormindo — sussurro, sentindo meu coração acelerar.
— Aparentemente, não — ele diz, rouco, mas lúcido. — Por que não responde minha pergunta?
Engulo em seco, desviando o olhar.
Depois da nossa conversa, do jeito como ele me expulsou do escritório, acreditei que