142. A Vida Que Sempre Sonhamos
“Chiara Bianchi”
Quando Antônio entra na sala, todo o preparo mental que cultivei até agora evapora num segundo.
Ele está mais magro, com olheiras profundas e claramente nervoso.
— Você parece cansado — comento, forçando uma naturalidade que não sinto.
— E estou — admite, se aproximando enquanto observa o ambiente. — Semanas fugindo da polícia não são exatamente relaxantes.
Ele se senta perto da porta, como sempre estrategista. Sempre calculando rotas de fuga.
— Antônio, quando você ligo