O portão da casa dos meus pais estava entreaberto, como sempre ficava aos finais de semana. O jardim bem cuidado, com as azaléias que minha mãe insistia em plantar todo ano, exalava aquele cheiro familiar de infância. E lá estava eu, com as mãos suando e o estômago revirando, acompanhada por um homem que, segundo o resto do mundo, era meu namorado.
Pedro já havia conhecido meus pais, sim, aquela visita surpresa no meu apartamento estava viva demais na minha memória para esquecer, mas agora era