O vermelho ainda está sob minhas unhas.
Estou ajoelhada na água suja, o peso do corpo dele nos meus braços, o cheiro de ferro e chuva entranhado na minha garganta. A sirene é um uivo distante, um lamento de outro mundo. Quero gritar, mas as palavras são atropeladas pelo som do meu próprio coração se despedaçando.
— Dante… Dante, não… você não pode…
Minhas mãos pressionam o peito dele com uma força desesperada, tentando segurar a vida que escorre entre meus dedos. O sangue é quente, pegajoso, in