O absurdo da situação era tão grande que quase me fez rir, um riso histérico que engoli com força.
— Dante, não… me ponha no chão — tentei, minha voz fraca. A proximidade era insuportável. A memória do provador, do olhar dele no restaurante, do jornalista… tudo se misturava à sensação do corpo dele contra o meu, do calor que emanava dele, do ritmo acelerado do meu coração que não era só de dor. — Me leva para o anexo. Por favor.
— O anexo é no jardim. Você não vai conseguir andar — ele responde