HELEN
Desta vez, ele se moveu. Ergueu a cabeça, seus olhos escuros e sérios encontrando os meus no crepúsculo do quarto. Todo o calor, toda a doçura, todo o desejo do momento anterior evaporou, substituído por um alerta silencioso, profissional.
— Helen… — a voz dele estava carregada de cuidado e de um aviso. Ele conhecia esse ritual. O abraço pós-prazer, o silêncio, e então… a solicitação.
— Você sabe como fazer — continuei, minha mão subindo para acariciar seu rosto. O gesto era calculado ago