O carro deslizava pela marginal, o rio plácido à nossa esquerda refletindo os raios de sol. Dentro do carro, o silêncio era um ser vivo, pulsante, interrompido apenas pelo som suave do motor e pelo murmúrio animado de Eva.
A tensão do parque ainda pairava no ar, tão densa quanto o cheiro de terra úmida e suor que parecia grudado na minha pele. Cada vez que eu fechava os olhos, sentia novamente a pressão da mão de Dante na minha cintura, o calor do corpo dele, a forma como o mundo inteiro tinha