O choque da adrenalina começava a diminuir, e um tremor fino percorria minhas mãos. Enquanto guiava Eva pelo corredor luxuoso até a saída, sentia o peso dos olhos dos garçons e dos outros comensais que certamente haviam ouvido fragmentos do drama.
Eva apertava minha mão e caminhamos até o carro de Dante, estacionado em frente ao restaurante.
— Elara? — sua voz pequena ecoou ao ar livre.
— Sim, querida?
— A vovó Valéria estava com muita raiva.
— Sim, estava.
Ela pensou por um momento, enquanto