O hospital cheirava a flores e sabonete infantil. Aquele cheiro limpo, quase estéril, mas que no fundo trazia uma sensação de recomeço. Subi as escadas com um vaso de lírios brancos nas mãos — os favoritos de Marcy —, o coração acelerado como se fosse eu quem fosse dar à luz.
O corredor do quarto de Marcy estava silencioso, iluminado pela luz suave do fim da tarde. As paredes eram claras, o piso de linóleo brilhava recém-limpo. Enfermeiras passavam com carrinhos, pacientes caminhavam devagar, m