ANDRÉ
Acordei com o sol na cara.
A luz entrava pelas cortinas como uma lâmina dourada, cortando o quarto em duas metades — uma iluminada, outra na penumbra. O lado claro estava vazio. O lado escuro também.
Marcy não estava ali.
Estendi o braço. O lençol estava frio. O travesseiro ainda tinha a marca da cabeça dela, mas o calor já havia sumido há horas. Levantei devagar, os olhos ainda pesados de sono. O relógio na parede marcava quase nove.
Ela tinha saído cedo.
Levantei. Fui até a cozinha. A