MARCY
A dor começou no meio da noite.
Não foi como nos filmes. Não houve bolsa rompendo em público, não houve correria desesperada para o hospital. Houve apenas um aperto. Um aperto profundo, que começou nas costas e se espalhou pela barriga, como se alguém estivesse apertando tudo por dentro.
Acordei com um gemido.
André já estava sentado ao meu lado, os olhos arregalados.
— Marcy? O que foi?
— Acho... — Respirei fundo. — Acho que é hora.
Ele empalideceu.
— Hora?
— Hora.
O desespero nos olhos