ANDRÉ
O apartamento dela ficava no mesmo lugar de sempre. O mesmo prédio. O mesmo andar. A mesma porta branca com o número 902. Mas tudo parecia diferente agora. As luzes do corredor estavam mais fracas. O silêncio, mais pesado. O cheiro de flores murchas que vinha de dentro parecia o prenúncio de um fim.
Parei na frente da porta. Respirei fundo. As mãos tremiam, mas não de medo.
É agora.
Bati.
Ninguém atendeu.
Bati de novo. Mais forte.
— Helen. Sei que você está aí. Abre a porta.
Silêncio.
—