THIAGO
A morte não é um escuro infinito.
É um silêncio.
Um silêncio que começa nos dedos dos pés e sobe devagar, como água fria enchendo um copo. Primeiro, a gente perde a força nas pernas. Depois, a sensibilidade nas mãos. Depois, a vontade de comer. Depois, o medo.
No final, só resta o silêncio.
E a certeza.
Eu sempre soube que chegaria aqui. Não o momento exato, não a data, não a causa. Mas sabia que, depois de tudo o que vivi, depois de todas as escolhas erradas, depois de todos os anos pe