O telefone tocou no meio da noite.
Eu já sabia. Antes de atender, antes de ouvir a voz do médico, antes de qualquer coisa, eu já sabia. É como se o corpo sentisse antes da mente. Como se o coração já estivesse se preparando para a dor.
— Senhorita Elara, seu pai teve uma piora. Precisamos que venha ao hospital.
— Estou indo.
Dante acordou ao meu lado, os olhos ainda pesados de sono.
— Elara? O que foi?
— Meu pai.
Ele não perguntou mais nada. Apenas vestiu a roupa, pegou as chaves do carro e me