O táxi parecia se mover num pesadelo em câmera lenta. Encolhida no banco de trás, eu me agarrava às próprias mãos com tanta força que as unhas deixaram marcas crescentes na palma.
Respira. Só respira.
Mas o ar que entrava parecia não chegar aos pulmões. O pensamento girava num loop aterrorizante: ela está sozinha, ela está com medo, ela está morrendo.
Se eu tivesse uma família. Se ao menos tivesse uma tia, um primo, alguém para dividir o peso desse desespero que me esmagava o peito. Alguém para