DANTE
André está na poltrona à minha frente. A cicatriz no peito dele ainda está visível sob a camisa aberta, um lembrete constante de que por pouco não o perdi.
— Você parece exausto, — ele diz.
— Estou. — Passo a mão no rosto. — Mas não é só cansaço físico.
— É o quê, então?
Olho para ele. Para meu irmão. Ainda que não tenhamos o mesmo sangue, compartilhamos a mesma história, os mesmos fantasmas.
— É tudo, André. — A voz sai mais cansada do que eu esperava. — Elizabeth, Helen, Rodrigo, Elara