DANTE
O sol da manhã entra pelas frestas da cortina, mas não aquece.
Acordo sozinho na cama. O lado de Elara está vazio, os lençóis frios. Fecho os olhos por um segundo, tentando sentir o cheiro dela no travesseiro. Não está mais ali. Faz apenas uma noite sem ela, e já parece uma eternidade.
O celular está na mesa de cabeceira. Pego. Ligo.
Ela atende no segundo toque, como se estivesse esperando.
— Bom dia. — A voz dela está macia, sonolenta. Aquele tom que eu conheço bem, de quem ainda não ac