Deixo Dante na sala com André e subo as escadas lentamente. Cada degrau parece pesar uma tonelada. A conversa com André ainda ecoa na minha cabeça — a rosa, o bilhete, o sangue que não parava.
Bato na porta do quarto de hóspedes.
— Marcy? Sou eu, Elara.
Um silêncio. Depois, passos arrastados.
A porta se abre.
Marcy está ali. De cabelo preso de qualquer jeito, olheiras profundas, a pele pálida. Ela parece ter encolhido. Parece frágil. Parece assustada.
— Elara? — Os olhos dela se arregalam. — Vo