A porta do consultório se fecha atrás de nós com um clique que ecoa no silêncio.
O médico é um homem de meia-idade, cabelos grisalhos e olhos cansados de quem já viu muita dor. Ele nos indica as cadeiras à frente de sua mesa e senta-se pesadamente.
— Sentem-se, por favor.
Obedeço. Minhas mãos estão frias, trêmulas. Dante segura uma delas por baixo da mesa. Não diz nada, mas a presença dele é tudo.
— Sua mãe chegou em estado grave, — o médico começa, sem rodeios. — Desnutrição severa, anemia pro