Estou mentindo para mim mesma.
Digo que está tudo bem. Que Dante precisa de tempo. Que a dor dele é compreensível. Que descobrir que a mulher que amou por toda sua vida era uma farsa não é algo que se supera em algumas horas.
Digo isso repetidas vezes, como um mantra, enquanto caminho pelos corredores do clube.
Mas uma parte de mim sangra.
Sangra porque eu vejo. Vejo o olhar distante dele. Vejo os momentos em que ele se perde em pensamentos que não compartilha comigo. Vejo a forma como ele aind