Eu fiquei vermelha. O calor subiu pelo meu pescoço, pelas bochechas, até as orelhas queimarem. Mas por dentro… por dentro tudo se incendiava. Meu corpo inteiro pulsava, como se o sangue tivesse virado lava. A cabine era pequena, escura, iluminada apenas por aquela luz vermelha baixa que fazia tudo parecer pecado e promessa ao mesmo tempo. O ar cheirava a couro velho, suor e desejo acumulado.
— Dante… — minha voz saiu rouca, quase um sussurro. — Tem certeza? Depois de tudo que aconteceu…
Ele não