A chave gira na fechadura e o silêncio me engole.
A casa está escura. Não a escuridão aconchegante de quem dorme, mas uma ausência de vida que faz meu estômago se contrair. Lembro da mensagem de Dante: Tem algo esperando por você aqui.
Um arrepio percorre minha espinha.
— Dante? — minha voz ecoa no vazio, abafada pelos móveis e pelas sombras.
Nada.
Subo as escadas devagar, cada degrau um pequeno terremoto de expectativa. O andar de cima está silencioso também. A porta do quarto de Eva está entr