DANTE
A campainha insiste, um som frenético que perfura a noite.
Estou me vestindo com uma lentidão deliberada. Cada botão da camisa, cada movimento, é uma declaração: ela não dita meu tempo. Ela não invade meu espaço. Ela não tira mais nada de mim.
Elara, ao contrário, está num frenesi. O vestido mal fechado, o cabelo ainda desgrenhado do que acabamos de fazer, os olhos arregalados enquanto vasculha a bolsa.
— Dante, antes de você abrir, precisa ver isso. — Ela estende o celular, a tela ilumin