— Venha comigo ao escritório.
A voz do meu pai é um pedido e uma súplica ao mesmo tempo. Seus olhos — os meus olhos — me encaram com uma vulnerabilidade que me desarma.
Deveria dizer não. Deveria sair correndo daqui, voltar para Dante, para Eva, para o único lugar onde as coisas fazem sentido.
Mas minhas pernas não obedecem. E a parte de mim que sempre quis respostas — a parte que passou vinte e oito anos se perguntando por quê — fala mais alto.
Sigo-o.
O escritório é o que eu esperava: imponen