Mundo ficciónIniciar sesiónCAPÍTULO 2
POV — Marino Bianchi O uísque desceu queimando. Mas não mais do que a lembrança. Marino saiu do Notte di Piacere com o peito pesado, os passos firmes demais para alguém que estava à beira de perder o controle. O carro arrancou pela noite de Milão, mas sua mente não estava ali. Nunca estava. Ela sempre vinha. Sempre da mesma forma. Naquela noite. Cinco anos atrás. Ele fechou os olhos por um segundo no semáforo vermelho — erro que não cometia em negócios, guerras ou acordos. Mas cometia quando pensava nela. O clube estava diferente naquela noite. Mais cheio. Mais barulhento. E então… silêncio. Não real. Instintivo. Seu Alfa sentira antes dele. Marino lembrava exatamente do momento em que o ar mudou. Um cheiro doce, quente, carregado de medo e algo mais profundo. Algo antigo. Algo que não se compra. Ômega. Mas não qualquer uma. Ela estava dançando no pole dance, seu corpo cheio, desejável, todos os Alfas estavam babando nela. Cabelos cacheados vermelhos, vivos demais para aquele lugar escuro. Sardas suaves no rosto, como se o sol tivesse marcado território ali. E os olhos… Azuis. Claros. Ele não tinha ido até ela de imediato. Nunca fora um Alfa impulsivo. Mas ela o olhou. E naquele segundo, tudo ruiu. o desejo foi bruto. Foi reconhecimento. Seu lobo se curvou por dentro. Minha. o cheiro dela, doce cereja e chocolate cheio de tesão Willow Nowak não sabia quem ele era. E talvez fosse isso que tornava tudo mais cruel. Ela se aproximou com passos ensaiados, mas as mãos tremiam levemente de desejo. O sorriso era treinado. O corpo, oferecido. Mas o cheiro… o cheiro denunciava. Ela tava ali, pequena corpo curvado, seios marcado, bunda grande — Quer companhia? — a voz dela saiu baixa, suave, desejo pairava naquela ômega Ele se lembrava de ter dito apenas: — Quero você. Sem valor. Sem barganha. Sem posse. Os olhos dela se arregalaram. E sorriu No quarto, ela o empurrou na cama subindo encima dele, o cheiro dele de madeira e Whisky pairava no ar, e ela o beijou, ele segurou a cintura dela com força. — Você é tão linda - ele sussurrou ele no ouvido dela O instante exato em que algo quebrou dentro dela. Desejo Ele rasgou o vestido dela e apertou o corpo dela. Ele lembrava da pele quente sob suas mãos, da respiração irregular, do modo como ela fechava os olhos como se aquilo fosse a única coisa real em sua vida inteira. Sem brutalidade. Ele se lembrava do som baixo que ela fez quando o cheiro dele a envolveu, do jeito que o corpo dela respondeu ao Alfa antes mesmo de ela entender o porquê. Ela ainda por cima dele o beijando e acariciando cada músculo largo dele, ela gemia e ele ia a loucura, ele a virou ficando por cima dela, seguro os pulso dela e a bombeou que a fez arqueja e gemer alto Marino nunca sentiu tal sensação assim — Qual seu nome? — ele perguntou depois, com ela encolhida contra o peito dele. Ela hesitou. — Willow. Só isso. Nenhum sobrenome. Nenhuma história. Ele marcou aquele nome na alma. Marino apertou o volante agora, os nós dos dedos brancos. Ele dormira por algumas horas. E quando acordou… foi embora. Sem despedida Sem dinheiro Sem explicação Ele acordara sozinho, com o cheiro dela ainda na pele e a certeza mais aterradora de sua vida: Ela não era apenas uma ômega qualquer de uma noite se prazer. Ela foi o desequilíbrio dele O semáforo abriu. Marino acelerou. Cinco anos procurando. Cinco anos sem tocar outra mulher. Cinco anos sentindo que algo lhe fora arrancado do peito. E agora, Edward Nowak queria amarrá-lo a outra ômega. Uma promessa política. Uma vingança disfarçada de união. Marino riu baixo, amargo. — Você não faz ideia do que criou… — murmurou para o vazio. Porque em algum lugar daquela cidade — ele sentia — Willow respirava. E onde quer que estivesse… Ele a encontraria. E quando encontrasse, não seria como cliente. Seria como Alfa. Como homem. Como alguém que jamais a deixaria ir embora outra vez.






