Líria sentiu antes de ver.
O fio que a puxara por toda a floresta — fino como um pensamento prestes a se perder — afundava ali. Não seguia adiante. Não se espalhava. Descia.
A entrada da caverna surgia entre duas formações rochosas antigas, como costelas emergindo da terra. Não havia musgo. Não havia vida. A pedra era lisa demais, escura demais, como se recusasse o toque do tempo. Nenhum som escapava de dentro. Nenhum eco. Nenhum cheiro de floresta.
A Pedra do Lobo.
O nome veio à mente sem