Parte 42...
Aurora
— E se eu te der um beijo? - repetiu quando eu não disse nada.
Arturo estava perto. Cínico, confiante. Como se a ideia de selar um acordo com um toque na minha boca fosse lógica de máfia. É, talvez fosse. A lógica dos mafiosos não é lá muito adequada. Vai mais de interesses e conveniência.
— Tenta - retruquei, seca. — Só tenta pra você ver o que pode acontecer.
Ele abriu um meio sorriso. Inclinou o corpo em minha direção. Estava prestes a dizer alguma outra idiotice quando a