A chuva escorria pelas janelas como se desenhasse caminhos que Helena ainda não sabia se teria coragem de seguir. Estava de pé no centro do quarto, o caderno fechado sobre a cama, o coração latejando sob camadas de silêncio acumulado. Não tinha dormido bem. Não depois daquela troca de mensagens com Arthur, nem depois do que lera, relera, e tentara escrever.
Passava das dez quando a mensagem chegou:
— O jantar está de pé. Te espero aqui. Vem com calma.
Simples. Carinhoso. Carregado de um afeto q