O vento soprou forte naquela manhã, como se até ele soubesse o que o coração de Selena tentava esconder.
A carta ainda estava no chão, aberta, exposta como uma ferida. Selena continuava ajoelhada na terra, os olhos secos, mas o peito em ruínas.
Ela não chorava mais.
As lágrimas haviam sido engolidas por uma dor mais funda: a que não escapa pelos olhos, mas que permanece silenciosa, corroendo por dentro.
Levantou-se com dificuldade. Os dedos apertavam o colar de meia-lua contra o peito, c