Acordei no dia seguinte com o frio da manhã se infiltrando pelos vãos da janela entreaberta. Meu corpo estava dolorido, da nossa noite intensa, haviam marcas invisíveis em cada músculo. Eu ainda sentia a adrenalina do encontro com Luka, mas, dessa vez não havia tempo para me perder em lembranças proibidas. Levantei-me, tentando parecer natural, como se nada estivesse prestes a acontecer, e me vesti rápido. Cada movimento era calculado, cada gesto escondendo a vulnerabilidade que corria por minhas veias.
Ao abrir a porta da sala de refeições, senti o peso do silêncio. As mulheres já estavam lá, alinhadas como em um ritual silencioso, os olhos atentos à mesa. Emma me lançou um olhar rápido, discreto, mas cheio de ansiedade. Madre Ágatha estava no canto, impecável, observando cada movimento, cada respiração, como se fosse uma sentinela invisível de regras e punições.
— A quanto tempo Isabel! — A voz do Gregor quase me fez perder uma batida do coração. — Quanto tempo. Sinto que está cor