— Um cu — ela responde sem pensar, e nós rimos. — Sério, garota. Sem grandes ambições. Ele espera que eu seja uma esposa perfeita, e eu infelizmente pretendo cumprir o acordo da família.
— Sinto muito por isso. — falo com sinceridade.
— Não sinta. — ela vira o resto do drink. — Podia ser pior. Pelo menos ele não pode me tocar. Deixei bem claro que vou arrancar o pau dele fora se tentar.
Eu tento conter o riso, mas é impossível. Acabo caindo na gargalhada.
Natasha pisca pra mim e vira o seu drink todo de uma vez sem fazer cara feia. Em seguida se levanta para preparar outro drink.
— Quer mais um, irmãzinha? — pergunta.
— Não, obrigada. — balanço a cabeça. O meu ainda está quase cheio. — Jesus você é uma máquina. — Digo enquanto ela pega os ingredientes.
— Você não faz ideia. — Ela joga vodka em abundância em seu copo.
Estamos distraídas, quando meu celular vibra. É uma mensagem da Laura.
Franzo o cenho.
“Amanhã, na Catedral da Imaculada Conceição da Virgem Maria.”
Releio