Meu peso parece não ser um problema para ele. Luka me levanta facilmente e me carrega sem suar. Depois de me colocar na cama, ele puxa as
cobertas até ao meu pescoço e se senta na beirada.
— Sinto muito, Isabel. — A voz dele veio rouca, arrastada, como se cada palavra lhe custasse ar.
Eu ri, um som curto e quebrado, que mais parecia um soluço. — Por que isso importa? — A pergunta saiu trêmula. Eu ainda tremia toda, e não sabia se era de raiva, medo… ou dele.
Ele ergueu os olhos, e o azul p