A porta da sala VIP de Rafael se abriu de repente, e o barulho invadiu o ambiente.
— RAFA, SEU DESGRAÇADO! — gritou Tomás Albuquerque, herdeiro dos vinhos Albuquerque, já meio alto de bebida. — A gente nem sabia que você estava no clube hoje!
Tomás Albuquerque entrou primeiro, já rindo alto como se o mundo fosse feito para divertir o próprio ego.
Caio Ventura veio logo atrás, falando ao telefone sobre uma startup nova que, com toda certeza, ia falir em três meses.
E Adriana Couto…
Adriana entrou como se o ar da sala fosse perfume feito especialmente para ela.
Sem pedir licença, caminhou até Rafael — não com vulgaridade, mas com aquela soberba elegante de quem sempre achou que tinha direito a tudo.
Ela pousou a mão no ombro dele, suave demais para ser inocente.
— Rafael… — sussurrou, inclinando-se. — Que bom te ver aqui. Senti sua falta. Esses homens vivem querendo brincar demais.
Rafael mal virou o rosto.
— Saia.
Uma palavra.
Baixa.
Letal.
Adriana congelou.
Tomás parou de rir.
Caio ar