O Clube Imperial fervilhava com risos vazios, taças tilintando e o cheiro caro de um lugar que existia apenas para ostentar poder.
Rafael atravessava o saguão ao lado de Lucas, rumo à sala VIP — o refúgio silencioso que ele usava como trincheira — quando o amigo explodiu do nada:
— Rafael… você não vai acreditar. — Lucas começou, indignado, como se carregasse um trauma recente. — Meus pais me armaram um encontro às cegas hoje. E, meu Deus do céu, aquilo foi um desastre nuclear.
Rafael continuou