A reunião seguia em ritmo cirúrgico.
Gráficos projetados. Executivos atentos. Discussões técnicas, frias, previsíveis. Rafael Montenegro estava recostado na cadeira da cabeceira, os dedos unidos, ouvindo mais do que falando.
Era o ambiente onde ele reinava sem esforço.
A porta se abriu.
Moreira entrou.
Rápido demais. Sem anúncio. Sem pedir licença.
— Senhor… — disse, já avançando pela lateral da mesa. — Temos um problema.
Rafael ergueu o olhar devagar.
Não perguntou qual. Não pediu contexto.
Mo