A consciência voltou em pedaços.
Primeiro, o frio.
Depois, a dor.
Valentina tentou inspirar fundo e falhou. O ar parecia pesado demais, como se tivesse sido engrossado de propósito. Um gosto metálico persistia na boca. A cabeça latejava, cada pulsação um lembrete brutal de que algo estava muito errado.
Ela tentou se mexer.
Não conseguiu.
Os braços estavam presos atrás do corpo. Não com delicadeza — com força. O pulso ardia, dor viva, recente. As pernas dobradas de forma desconfortável, o corpo