Valentina estava no quarto, sentada diante do notebook, quando percebeu que a paz ali dentro era sempre provisória.
A tela exibia documentos abertos — anotações, números, rascunhos de cláusulas, ideias soltas que ela tentava organizar como quem organiza a própria vida: com lógica, com método, com algum controle possível.
Mas aquele tipo de silêncio… nunca durava.
A mansão Montenegro tinha muitos corredores, muitas portas, muitos modos de invadir sem precisar arrombar nada.
E Valentina aprendeu