Valentina estava sentada na sala principal quando percebeu que o dia tinha desacelerado do jeito certo.
A luz da tarde entrava oblíqua pelas janelas altas, desenhando sombras longas sobre o tapete claro. Não havia pressa. Não havia vozes. Apenas o silêncio confortável de uma casa grande demais para se ocupar o tempo todo.
Ela segurava um livro aberto no colo, mas não estava realmente lendo.
Virava as páginas com calma, mais pelo gesto do que pela história. A mente estava desperta, organizada —