A manhã nasceu clara demais para um dia que ainda carregava resquícios da noite anterior.
Valentina acordou cedo.
Não por obrigação. Nem por hábito.
Acordou porque o corpo já estava desperto antes da mente permitir descanso completo.
Ficou alguns segundos deitada, encarando o teto, tentando entender por que aquela sala da ala sul insistia em voltar em fragmentos — o espaço amplo, o silêncio, o toque breve demais para ser esquecido.
Não pensou no beijo. Porque ele não existiu.
Pensou no gesto. N