Valentina estava sentada na beira da cama, ainda com o coração aquecido pelo pequeno triunfo daquele dia.
Ter trabalhado bem, ter recebido elogio, ter sentido a própria cabeça funcionando… era como ter reencontrado um pedaço dela mesma.
Ela respirou fundo, deixando o ar entrar devagar.
Talvez — só talvez — a vida estivesse começando a voltar para o lugar.
O celular vibrou.
Uma vibração longa, insistente.
Número desconhecido.
Valentina franziu o cenho.
Atendeu.
— Alô?
Demorou