Valentina estava sentada na beira da cama, ainda com o coração aquecido pelo pequeno triunfo daquele dia.
Ter trabalhado bem, ter recebido elogio, ter sentido a própria cabeça funcionando… era como ter reencontrado um pedaço dela mesma.
Ela respirou fundo, deixando o ar entrar devagar.
Talvez — só talvez — a vida estivesse começando a voltar para o lugar.
O celular vibrou.
Uma vibração longa, insistente.
Número desconhecido.
Valentina franziu o cenho.
Atendeu.
— Alô?
Demorou um segundo a mais do que o normal até que a voz surgisse do outro lado da linha.
— Valentina? — suave, macia, quase hesitante. — É… Isabella.
O corpo de Valentina ficou tenso imediatamente.
— Isabella? O que houve?
Houve um breve silêncio — calculado, como se a outra escolhesse as palavras.
— Eu… eu sei que não somos próximas. — Isabella começou, a voz frágil, quase tremida. — Mas… eu encontrei algo. Algo que eu acho que você deveria ver.
Valentina sentiu o estômago apertar.
Algo n