Capítulo 39 – Verdades venenosas.
Quando o segurança a tirou de lá, viasse o medo gritante nos olhos dela quando voltou à superfície.
Não era apenas susto.
Era pavor antigo.
— Você sabe… — disse, voltando ao presente com um brilho diferente no olhar. — Naquele dia, na piscina, ela não ficou estranha.
— Porque é inútil. — Isabella deu de ombros, despejando desprezo na frase. — Deve ter trancado aula de natação desde criança.
— Não seja simplória. — a voz de Vittória veio tão afiada que Isabella se encolheu um pouco. — Não era frescura. Não era vergonha de cabelo molhado. Aquilo ali… era medo. Medo de quem já sabe o que é afundar.
Isabella respirou fundo, assimilando a informação.
— Você acha que ela… não sabe nadar? — perguntou, quase saboreando a ideia.
— Eu acho… — Vittória encostou as costas na cadeira, o olhar distante, como quem faz cálculos internos. — que é muito interessante ter alguém dentro da minha casa com um medo tão específico. E tão fácil de… provocar.
Isabella abriu um sorriso lento. Sem graça. Sem bond