CAPÍTULO 41 — O MAR NÃO TEM PIEDADE

Gotas.

Primeiro foram só isso.

Pequenas, frias, insistentes — caindo no rosto dela como dedos impacientes tentando despertá-la.

Valentina mexeu a cabeça, um gemido rouco escapou da garganta.

Tudo estava pesado.

O corpo.

Os olhos.

A mente.

Uma dor lenta pulsava no fundo do crânio, como se algo lá dentro tivesse sido desligado à força.

Ela tentou respirar fundo.

O ar veio úmido, salgado… gelado.

A segunda coisa que ela sentiu foi o balanço.

Não suave.

Não acolhedor.

Um balanço irregular, brusco, que fazia seu estômago virar e revirar como se quisesse subir pela garganta.

Valentina forçou os olhos a abrirem.

Um trovão rasgou o céu.

A luz branca do raio iluminou tudo por UM segundo — e o horror caiu inteiro sobre ela.

Ela estava em um barco.

O céu era um monstro de nuvens escuras.

A chuva que antes eram gotas virou jorros.

O vento cortava como navalha.

E o oceano — o oceano estava VIVO.

Ondas batendo contra o casco.

Água invadindo partes do deque.

O barco gemendo como se fosse partir ao m
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