Valentina inspirou fundo. A noite ainda prometia muito e ela já estava cansada.
— Só vim respirar um pouco — respondeu, sem agressividade.
Isabella deu dois passos.
Os saltos afundaram um pouco na grama, mas o olhar dela não vacilou.
— Respiração é importante — disse. — Especialmente pra quem vive… deslocada. O círculo social da família Montenegro não é qualquer uma que consegue acompanhar.
Valentina manteve a calma.
Silêncio às vezes vale mais que resposta.
— Vou ser sincera — Isabella continuou, cruzando os braços — eu te admirei… um pouco. Por aceitar um contrato tão... humilhante.
Valentina piscou lentamente.
Isabella sorriu mais.
— Ah, não olha assim. Todo mundo sabe.
Rafael sempre teve um destino traçado. Comigo. E você… bom… você foi só um obstáculo no meio do caminho. Uma substituta para sermos ricos.
Valentina ficou imóvel.
Não se defendeu.
Não discutiu.
Não caiu na armadilha.
E isso irritou profundamente Isabella.
— O contrato tem prazo, não é? — Isabella continuou, ajeitand