O quarto cheirava a antisséptico e silêncio imposto.
Vittória Montenegro estava sentada na cama estreita, as mãos apoiadas sobre o colo, o olhar fixo demais na parede clara à sua frente. Ali, tudo era controle alheio. Horários. Remédios. Rotinas. Nenhuma decisão passava por ela — e isso era inaceitável.
O aviso ainda ecoava na cabeça:
Uso de celulares é estritamente proibido.
Vittória sorriu por dentro.
Proibição só existia para quem era pobre. Ricos sempre fazem o que quer.
Quando a enfermeira