O quarto de Rafael tinha um tipo de silêncio que não existia no resto da mansão.
Ali, as paredes não pareciam julgar.
A luz da manhã entrava por frestas controladas, tocando a cama com uma delicadeza que não combinava com o nome Montenegro — mas combinava com o que acontecia ali dentro quando ninguém estava vendo.
Valentina estava sentada na beirada da cama, ainda com o cabelo solto, usando uma camisa dele que parecia ter sido feita pra provocar: longa demais para ser comportada, curta demais p