Entrou no banheiro e fechou a porta.
Só então deixou o corpo ceder.
As mãos tremiam enquanto abria a sacola. O vestido novo ainda dobrado, impecável, como se nada tivesse acontecido. Como se a noite não tivesse mudado nada.
As lágrimas vieram sem aviso.
Silenciosas. Rápidas. Confusas.
Valentina encostou as mãos na pia, o espelho devolvendo um rosto que ela mal reconhecia. Não era só tristeza. Nem só medo. Era tudo misturado: raiva, alívio, desejo, uma felicidade que doía porque parecia temporár