Valentina acordou com a cabeça latejando.
Não era uma dor comum. Era daquelas que começam atrás dos olhos e se espalham, como se o corpo inteiro estivesse lembrando antes da mente. Ela gemeu baixo, sem abrir os olhos, tentando se virar — e parou.
Braços.
Fortes. Quentes. Firmes demais para serem imaginação.
O braço de Rafael estava em torno da cintura dela, pesado, protetor, puxando-a para trás como se, mesmo dormindo, ele tivesse decidido que ela não iria a lugar nenhum. A respiração dele bati