Helena
O barulho metálico da porta sendo forçada me arrancou de um estado quase hipnótico. O elevador tremeu levemente e, em seguida, a porta se abriu com um rangido que parecia gritar a realidade.
— O senhor está bem? — perguntou o segurança, entrando apressado. Mas eu não conseguia nem olhar para Arthur.
Meu corpo reagiu antes da minha mente e saí correndo pelo corredor, sem pensar direito, sem dar chance para ele me seguir.
As mãos tremiam, e eu apertava a bolsa contra o peito como se pudes